16/07/2015

Código de Hamurabi e a cerveja


Código de Hamurabi, representa o conjunto de leis escritas, sendo um dos exemplos mais bem preservados desse tipo de texto oriundo da Mesopotâmia. Acredita-se que foi escrito pelo rei Hamurábi, aproximadamente em 1700 a.C.. Foi encontrado por uma expedição francesa em 1901 na região da antiga Mesopotâmia correspondente a cidade de Susa, atual Irã. 

É um monumento monolítico talhado em rocha de diorito, sobre o qual se dispõem 46 colunas de escrita cuneiforme acádica, com 282 leis em 3600 linhas. A numeração vai até 282, mas a cláusula 13 foi excluída por superstições da época. A peça tem 2,25 m de altura, 1,50 metro de circunferência na parte superior e 1,90 na base.

Reza a lenda que o sopro de uma deusa egípcia foi o responsável por trazer a cerveja ao mundo. Na verdade, essa foi a forma encontrada pelos habitantes do Egito para explicar a reação (que hoje sabemos ser a fermentação espontânea) de ingredientes que se uniam para criar a cerveja.

A devoção pela bebida e pelo pão, que também passava por esse processo natural de fermentação, fez com que a cerveja virasse um tópico dentro do postulado mais antigos da humanidade, o Código de Hammurabi, que surgiu no Egito, em 1770 a.C.

Em meio às condutas que deveriam ser adotadas pela sociedade egípcia, o documento dizia “Quem produzir cerveja ruim ou diluí-la será morto”. Tais ações eram tidas como desrespeitosas ao processo de fermentação que, como já falado, era algo divino.