01/12/2014

COQUETELARIA BRASILEIRA E COLABORATIVISMO

O Momento da Coquetelaria Brasileira é agora e não podemos deixar ela passar.

Antes de falar de Coquetelaria Brasileira, vamos falar da “Moda Brasil”. O Brasil tá na moda, só a Copa do Mundo trouxe para o Brasil 14 mil jornalistas de diversos países  e uma audiência de 3.8 bilhões de pessoas .  Se nas Olímpiadas de Londres a audiência chegou a 4.3 bilhões, imagina quanto será a audiência das Olímpiadas do Rio de Janeiro ?  Com certeza, em algum momento os cerca de, 7 bilhões de pessoas do planeta Terra,  irão ver pelo menos uma vez o nome do Brasil citado em algum lugar.
É bom lembrar que a Copa do Mundo e as Olímpiadas são eventos com maior destaque e audiência, mas dentro desse período, o Brasil sediou e sediará vários outros eventos globais. 
Aproveitando esse momento, acho que é a hora de pensar em um projeto Nacional, de Forma Colaborativa para o crescimento da “Coquetelaria”.  O Brasil é muito maior que o eixo Rio – São Paulo.

Porque Colaborativa ?
Segundo dados da Abrasel, o Brasil tem mais de 1 milhão de estabelecimentos de bares e restaurantes. Só em São Paulo são mais de 30 mil, ou seja, se um Bartender resolver visitar um Bar por dia em São Paulo, ele vai levar mais de 80 anos para fazer  isso. Caso você não seja parente do personagem bíblico Matusalém, provavelmente isso será impossível.
O Brasil é um país de dimensões continentais (5° maior país do Mundo), com mais de 200 milhões de habitantes, 27 estados e 5570 municípios (Alguns maiores que um país como Altamira no Pará).

E dentro dessa realidade, eu encontro uma falta de conhecimento impressionante dos desafios diários de nossos colegas profissionais e empresários.

Como por exemplo:

 - Ter que viajar mais de 120 km pra buscar gelo.
 - Andar em regiões aonde você não sabe mais diferenciar entre o asfalto e o chão de terra.
- Transporta produtos por dias de barco até os locais de destino. (Até mesmo porque não existem estradas até seus destinos)
- Ter que comprar bebidas com semanas de antecedência, porque não existe mercado nem distribuidora de bebidas na região, ou muita vezes a mais perto fica a 1000 – 1500 km de distância. 
Se você acha que faz muito pela divulgação do trabalho de Coquetelaria, então imagina o que muitos profissionais de eventos, donos de bares e restaurantes passam para apresentar o melhor serviço possível para os seus clientes.

Se você quiser realmente saber o que é isso, então eu indico que você coloque a mochila nas costas e vá ver com seus olhos o que é realmente TRABALHAR pelo crescimento da ÁREA DE BAR PELO BRASIL “Real”.

Mas voltando ao nosso tema principal, Coquetelaria Brasileira. Só existe uma única forma de unirmos esse crescimento, através de uma projeto sistemático de colaboração. Preciso de priprioca, mas moro no sul, então converse com seu parceiro em Belém para que possa enviar para você. Quero conhecer o Pequi do Goiás ou a Baunilha do Cerrado, mas está muito longe da minha cidade no Rio Grande do Norte, então faça contato e troque pelo Juá, Umbu e outros tantos produtos da região da Caatinga. Queria entender uma técnica especifica  que o meu parceiro usa em São Paulo, mas estou muito longe aqui no Mato Grosso, então use a tecnologia a seu favor (Skype, Facebook, Youtube, etc), a única coisa que não pode, é deixar as distâncias nos condenarem ao esquecimento. 
Não existe outra forma de crescimento da Coquetelaria Brasileira. Se não trabalharmos juntos. E qualquer um que disser o contrário, ou acha que é Deus ou não tem a menor ideia do tamanho do Brasil, ou talvez prefira viver na eterna TEORIA, ao invés de  buscar formas inteligentes de unir projetos em torno de TODOS e não de EGOS.


Mas caso ainda tem dúvida disso, eu indico o trabalho de teoria econômica do Prêmio Nobel, John Nash, que mostrou que quando o “indivíduo trabalha sempre para si mesmo”, dificilmente vai obter resultados superiores ao trabalho em conjunto.