07/01/2014

Jambu é estudado pela indústria farmacêutica como anestésico

O jambu, uma folha típica do tacacá, está sendo estudada pela indústria farmacêutica por causa da dormência que causa na boca. Ele teria uma substância anti-inflamatória e anestésica. O mais curioso é que o jambu precisa de apenas 40 dias do plantio até a colheita para chegar à mesa do paraense.
O jambu é encontrado em qualquer mercado ou feira livre de Belém. Ele é bastante utilizado na culinária local, como o tacacá, que leva o tucupi (um caldo amarelado extraído da mandioca), goma de amido, folhas de jambu cozidas e, para finalizar, alguns camarões.
O jambu aumenta a salivação e causa uma leve dormência na língua graças a uma substância chamada espilantol, que está sendo estudada pela indústria farmacêutica e de cosméticos por causa do seu possível efeito anti-inflamatório e anestésico.
Produção

O produtor Romulo de Oliveira produz há seis anos a hortaliça indispensável na mesa do paraense. As flores do jambu dão sementes que serão enfileiradas na horta em Santo Antônio do Tauá, a 70 km de Belém.

Após o plantio, o sistema é o tradicional: água, sol e adubo. Em 15 dias as mudas começam a surgir e são replantadas em outras áreas da fazenda.
São mais 25 dias de cultivo até que o jambu esteja no ponto de colheita. A hortaliça é vistosa, tem muitas folhas e atinge até 30 centímetros de altura. “Quando a gente muda aquelas mudas daquela carreira, tem que desbastar porque a tendência dele tem bastante volume”, explica Romulo.
A safra do jambu dura o ano todo. Romulo colhe jambu todo dia. A colheita é de 2.500 maços de jambu por semana. Na época do Círio de Nazaré sobe para 20 mil.
No campus da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), em Belém, o jambu também é cultivado utilizando a técnica da hidroponia, que não depende do uso do solo. As sementes vão para a bandeja de compostagem e começam a germinar em cinco dias.
Depois as mudas são levadas para uma espécie de estufa, que as protege da chuva e permite a passagem controlada de luz solar. "Para colher é bem mais fácil, não precisa ta lavando. vai direto da colheita pro saquinho", afirma o auxiliar agropecuário Raimundo Gomes.